terça-feira, 3 de abril de 2018

O STF e a prisão derivada de condenação em segunda estância: o ABC de Gilmar Mendes

Gilmar declarou: ''Se alguém torce para prisão de A, precisa lembrar que depois vêm B e C''. No Brasil, as coisas são mesmo simples, mais simples do que muitos pensam. Simples como o ABC. A, existe Lula, líder máximo do PT, Já condenado em segunda instância a 12 anos e 1 mês de cadeia. B, existe Michel Temer, um presidente do PMDB com duas denúncias criminais prontas para sair do freezer quando ele descer a rampa do Planalto. C, existe Aécio Neves, um um grão-duque do PSDB que aguarda na fila. Tudo muito simples.

Veja mais em https://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/03/gilmar-mendes-escancara-o-que-antes-era-oculto/?cmpid=copiaecola

quinta-feira, 29 de março de 2018

Radicais Livres - Com Ilustrações by Batata sem Umbigo

Por Jeison Giovani Heiler - Poema Integrante do Livro "Escombros" - Premiado pelo Edital de Cultura Elisabete Anderle - 2017.

How many years must a mountain [of love] exist
Before it is washed to the sea? Yes?

and how many years 
can some people exist
Before they're allowed to be free?
Yes?
and how many times 
must a Jee turn his head

And pretend that
he just doesn't see?

nothing to give
for you
nothing for [...
promises
to dream
to submit
to fuck
anything
unless 

 letras tortas
frases desconexas
e doses de sentido
doses incompletas
urgentes de sentido
tão pungentes

but the wind
sopra com seu hálito quente 
esmurra contra minha face
seus diretos de esquerda

how many times 
must a man turn his head
And pretend 
that he just doesn't see? 


anywhere and now
pode estar
deitada

olha pro teto 
e não vê
olha pro lado 
e não vê
olha pra dentro
 e não vê
olha através 
do contrário e 
ao avesso


o que teria sido meu bem
palavras quentes - um pouco de manteiga
talvez uma tarde de chuva

é confortável aí dentro?
adivinho um raio de sol
pegado à tua pele
adivinho a consistência
da saliva dentro da tua boca
o vigor pulsando
adivinho um par de olhos
semicerrados
teus lábios 
grossos açucarados
                            [e um monte de sacanagem que não posso mais dizer


desinfetarei o mundo de sentidos
e me comportarei dentro de meus sapatos
e nós de gravata desajeitados
não caibo no mundo
e o mundo não cabe aqui dentro
mas
dobrei no bolso de trás um rascunho

mad world 


é melhor ser amado
ou temido?
é melhor ser amado
ou esquecido?
é melhor desaguar
um mar aqui dentro
pra lavar o que ficou de você

continua a não existir
porra nenhuma 
pra você
meu bem

e ainda assim
insisto
alimento 
com meus ossos


com o que restar 
de mim sobre o asfalto
esse amor famélico-infecto


desinfetarei o mundo de sentidos 
restará a mudez
e o ruído acrítico das
massas
o vozerio
solidão compacta
a cada mergulho no mar revolto
regressaremos mais enxutos
secos sujos solitários
porém livres
porém livres
e solitários


livre é a partícula
átomo esvoaçante
pairando sobre os 
escombros



sobre telhados 
de zinzo
sobre pretos
bichas
velhos
e mães solteiras
mal letradas
apoiando-se 
esses desgraçados
no que há de comum
do infortúnio
social

setenta por cento do mundo
não tolera mais você
estampa algum jornal
em letra garrafal

o resto é o que tem sobrado
mad mad world bebé

como é ser
 este tipo de molécula
cancerosa?
radical?
[livre?
só?

como é dançar
no espaço
surdo
aos teus gemidos

os cães ainda ladram
mas o eco é seco
opaco
oco
reto
desinfeto

o prefeito da capital
já pintou os muros e as paredes
desinfetou com jatos sórdidos
da agua escassa
os desvalidos
da crack-land
o prefeito da capital
injetou
e há muito mais tempo
doses 
cavalares de desamor
no lobo parietal
desintegrou os espaços do cracko
desinfetou os espaços do afeto

certo, você dirá
as pessoas ainda se amam
no becos
nos guetos

assim como fumam
no fluxo
no lixo
cachimbos
de lata 

enquanto
do lado 
a morte 
ensaia
sua valsa 
lúgubre

amores
dores
cores licores
vapores
marginais

segunda-feira, 26 de março de 2018

Servidores do Hospital Regional e Maternidade Darcy Vargas vão paralisar suas atividades em Joinville contra atos do Governo do Estado

Servidores do Hospital Regional e Maternidade Darcy Vargas vão paralisar suas atividades em Joinville juntamente com todas as unidades do Estado, para pressionar o governo a abrir mesa de negociação. Servidores estão desde 2016 sem data base ou qualquer negociação salarial.




Nesta Terça-feira (27/03) das 9 horas da manhã até as 10 horas os servidores estaduais de sáude em Joinville paralisarão todas as suas atividades.

A greve atingirá as unidades do Hospital Regional e Maternidade Darcy Vargas em Joinville e demais unidades do Estado, onde os servidores farão ato de paralisação durante uma hora.

Segundo os organizadores o ato grevista tem objetivo de chamar a atenção do governo do estado para a pauta da categoria.

De acordo com Enilda Mariano Stolf - diretora do Sindsaúde/SC de Joinville - os servidores estão desde 2016 tentando negociação.

"Em outubro tivemos nova assembléia. Enviamos ofício pra secretária de saúde quatro vezes desde outubro, mas com o troca troca de secretária [tivemos quatro secretários diferentes nesse período], não avançamos a negociação. Tiramos na assembléia do dia 21/03 dois dias de paralisação. Dia 27 a paralisação em todas as unidades do estado das 09h às 10h. E no Dia 03/04 nova paralisação das 09 às 11 horas. No dia 04/04 nova assembléia com indicativo de greve".

Fonte: https://zarcolivre.blogspot.com.br/2018/03/servidores-do-hospital-regional-e.html

domingo, 25 de março de 2018

"Uma nova classe de pessoas deve surgir até 2050: a dos inúteis"

Com o avanço da inteligência artificial, Yuval Noah Harari, autor de ‘Sapiens’, prevê que muitos profissionais não apenas ficarão desempregados, como também não serão mais empregáveis.

 Novas profissões irão surgir, mas nem todos conseguirão se reinventar e se qualificar para essas funções. O que acontecerá com esses profissionais? Como eles serão ocupados? Yuval Noah Harari, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém e autor do livro Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, pensa ter a resposta. 

Em artigo publicado no The Guardian, intitulado O Significado da Vida em um Mundo sem Trabalho, o escritor comenta sobre uma nova classe de pessoas que deve surgir até 2050: a dos inúteis. "São pessoas que não serão apenas desempregadas, mas que não serão empregáveis", diz o historiador.

De acordo com Harari, esse grupo poderá acabar sendo alimentado por um sistema de renda básica universal. A grande questão então será como manter esses indivíduos satisfeitos e ocupados. “As pessoas devem se envolver em atividades com algum propósito. Caso contrário, irão enlouquecer. Afinal, o que a classe inútil irá fazer o dia todo?”.

Uma das possíveis soluções, apontadas pelo professor, são os games de realidade virtual em 3D. “Na verdade, essa é uma solução muito antiga. Por centenas de anos, bilhões de humanos encontraram significados em jogos de realidade virtual. No passado, chamávamos esses jogos de ‘religiões’”, afirma Harari. “Se você reza todo dia, ganha pontos. Se você se esquece de rezar, perde pontos. Se no fim da vida você ganhou pontos o suficiente, depois que morrer irá ao próximo nível do jogo (também conhecido como céu)”.

Mas a ideia de encontrar significado na vida com essa realidade alternativa não é exclusividade da religião, como explica o professor. "O consumismo também é um jogo de realidade virtual. Você ganha pontos por adquirir novos carros, comprar produtos de marcas caras e tirar férias fora do país. E, se você tem mais pontos que todos os outros, diz a si mesmo que ganhou o jogo”.

Para o escritor, um exemplo de como funcionará o mundo pós-trabalho pode ser observado na sociedade israelense. Alguns judeus ultraortodoxos não trabalham e passam a vida inteira estudando escrituras sagradas e realizando rituais religiosos. Esses homens e suas famílias são mantidos pelo trabalho de suas esposas e subsídios governamentais. “Apesar desses homens serem pobres e nunca trabalharem, pesquisa após pesquisa eles relatam níveis de satisfação mais altos que qualquer outro setor da sociedade israelense”, afirma Harari.

Segundo o professor, o significado da vida sempre foi uma história ficcional criada por humanos, e o fim do trabalho não irá necessariamente significar o fim do propósito. Ao longo da história, muitos grupos encontraram sentido na vida mesmo sem trabalhar. O que não será diferente no mundo pós-trabalho, seja graças à realidade virtual gerada em computadores ou por religiões e ideologias. "Você realmente quer viver em um mundo no qual bilhões de pessoas estão imersas em fantasias, perseguindo metas de faz de conta e obedecendo a leis imaginárias? Goste disso ou não, esse já é o mundo em que vivemos há centenas de anos”.

Fonte: Epoca

https://epocanegocios.globo.com/Vida/noticia/2018/01/uma-nova-classe-de-pessoas-deve-surgir-ate-2050-dos-inuteis.html