Los tiempos no son en linha
Los tiempos son una víbora
Que se enssila
Que les mata
La sencilla
Os tempos não correm em linha
encorajam a rinha
entortam a rima
corrompem la ninã
envenenam a vinha
O tempo é uma espiral
Que te convida ao dorso
Comprime teus ossos
Aperta teu torso
Te regorgita caroço
Geração ponto com
Os tempos fáceis de tua juventude
Te pareciam espinho
Elegeram o mocinho
Agora aguarda, o redemoinho
O cão no meio do caminho
E um banquete fúnebre
[Manda a empregada passar
o terno de colarinho
Porque
Los tiempos no son en linha
Los tiempos son en víbora
E se repetem
Como tragédia
Como farsa
Como imaginas que terminaria?
O amor parece cada vez mais raro nestes tempos de cólera. Cada vez mais concluo que se trata de uma luta entre imbecis e sensatos (apesar de simplório e elitista). O fato é que as pessoas estão adoecidas. É o Brasil descendo a ladeira. Belas palavras ácidas. Talvez, no fim, seja uma comédia (ainda que de mal gosto). Feliz Dia dos Professores, Professor!
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