I - Bar - Esquinas
O Linho treliça urdindo
Sonetos
Derrama poesia
Tece o olhar
Destila preguiça tecido
Restos rangidos
Entorna poesia no bar
Margens opostas dispostas
Fundindo Promessas
Olvida sentidos no mar
O vinho delírio textura
Rasga
Murmura
Sete sentidos no amar
Si Bemol sustenido
Sustento
Ternura
O riso e o chorar
Cachaça vadia sem graça
Desgraça - desgraça
No seco deserto vem desaguar
Traço seco vermelho opaco
O seio no traço
A esquina no troço
O queixo o abraço
O sexo o espasmo
Germinam do Bar
Na esquina avenida
Sem nome
E da rua insone
Se reúnem poetas
Cabe sonhar
Beijos no espaço
força bruta
testigo
é o bar
II – Bar do Zabót
Zá – Bôt
Há botes
Há - çoite
Há - BOTS
Con – sorte
Con – sole
Insone
Um rio
Espargindo
Funéreo
Zarpar

