segunda-feira, 4 de junho de 2012

Sete pré-candidatos estão na corrida pela prefeitura de Jaraguá do Sul


Para quem tinha ainda alguma dúvida, segue lista dos candidatos:


Atual prefeita, Cecília Konell (PSD) está impedida de tentar a reeleição, mas tenta reverter situação no Supremo

Jaraguá do Sul tem sete nomes de pré-candidatos na corrida pela prefeitura. Uma das principais definições é a manutenção da reeleição da prefeita Cecília Konell (PSD). Apesar de Cecília estar impedida judicialmente de disputar as eleições devido a uma condenação por improbidade administrativa no ano passado, o PSD acredita que a situação será revertida a tempo pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

— Não trabalhamos com outro nome para as eleições, nossa candidata é Cecília Konell — afirma o vice-presidente do PSD em Jaraguá do Sul, Carione Pavanello.

Nove partidos são aliados ao PSD: PSB, PV, PRP, PTB, PSDC, PPS, PMN, PRN e PSC.

Também estão definidos os nomes do ex-prefeito Moacir Bertoldi (PR), dos vereadores Ademar Possamai (DEM) e Jean Leutprecht (PC do B), da suplente de senadora Niura Demarchi (PSDB), do suplente de deputado estadual Dieter Janssen (PP) e do advogado e ex-deputado estadual Dionei Walter da Silva (PDT). Estão confirmadas as coligações entre o PC do B com o PT e o DEM com o PSDB e os outros partidos mantém negociações com mais legendas sem pré-candidatos para garantir apoio à majoritária.

O PMDB também pretende lançar candidato a prefeito, mas o nome ainda não foi definido. O pré-candidato do partido era o empresário Antídio Lunelli, mas ele desistiu da disputa em abril. De acordo com o vice-presidente do PMDB, Paulo Chiodini, o partido avalia internamente qual o melhor nome para a disputa.

— Temos muitas lideranças dentro do partido. Fizemos um trabalho forte de filiação e temos muita gente nova e com potencial para concorrer a prefeito — destacou.

Na Câmara de Vereadores, a legenda é representada por Jaime Negherbon e Natália Petry.
:: Assuntos que serão pauta na campanha

Melhorias na mobilidade urbana
Com 142 mil habitantes e uma frota de 95 mil veículos, Jaraguá do Sul precisa de investimentos urgentes para reduzir os congestionamentos que se formam nos horários de pico. Por isso, o investimento em mobilidade urbana foi eleito como a principal bandeiras das legendas com pré-candidatos.

Hoje, a cidade tem oito grandes pontes no centro, mas elas são insuficientes para fazer o trânsito fluir. No próximo mês está previsto o início das obras do viaduto ligando os bairros Vieiras e Centenário pela BR-280, um dos principais gargalos do trânsito. O viaduto terá investimento de R$ 5,1 milhões e será executado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Outra obra importante para reduzir o tráfego na área central, a construção de uma ponte ligando os bairros Rau e Amizade é um desafio a ser enfrentado pela próxima administração. A ponte foi iniciada na gestão anterior, mas somente os pilares ficaram prontos. A atual administração decidiu construir a estrutura em outro local, alegando que a troca vai permitir a criação de um anel viário. O projeto de transposição da ponte está paralisado desde 2010, quando moradores entraram na Justiça para impedir a mudança.


Investimentos na saúde

Nos últimos dez anos, a população de Jaraguá do Sul saltou de 104.123 mil habitantes para 143.123 moradores. São 34,6 mil pessoas a mais utilizando serviços como hospitais e postos de saúde, mas há dificuldade de investir no atendimento na mesma velocidade em que a população cresce. Um dos maiores desafios é a contratação de médicos para atender nos postos de saúde.

A cidade tem 19 postos de saúde e estão sendo construídos outros sete, com custo aproximado de R$ 2 milhões. Hoje são 96 profissionais, sendo 61 clínicos gerais e 35 especialistas, mas são necessários pelo menos mais 12 para atender nas unidades básicas de saúde já existentes. O último dos três concursos realizados pela atual gestão aconteceu neste domingo para preencher as vagas em aberto a partir de junho. Um dos profissionais aprovados será destinado para a localidade de Tifa Schubert, onde um posto foi inaugurado em maio, mas não tem médico. Outros dois irão trabalhar na localidade de Santo Estevão, onde o atendimento médico acontece uma vez por semana.


Mais vagas nas creches

Todos os anos, a falta de vagas nas creches toma boa parte dos debates eleitorais. Em Jaraguá do Sul, cerca de 600 crianças estão à espera de vagas nos 28 Centros de Educação Infantil (CEIs), que atendem 6,5 mil meninos e meninas de quatro meses a cinco anos. Para reduzir a fila, uma nova creche para 100 crianças está sendo construída no bairro Vieiras, três creches passam por ampliação e outras três estão sendo licitadas.

O bairro Braço do Ribeirão Cavalo deve ser contemplado com dois CEIs em fase de licitação. Nos últimos dez anos, o número de moradores na região cresceu mais de 100%, passando de 1 mil para cerca de 2,1 mil. Em 2011, o bairro ganhou um residencial com 288 apartamentos e a situação piorou. A presidente da associação de moradores, Marlene da Silva Machado, diz que pelo menos 200 crianças dependem da creche.

— Algumas mães tiveram que deixar o trabalho porque não tinham onde deixar os filhos. Outras são cuidadas por vizinhos, parentes ou irmãos mais velhos — comenta.

Pré-candidatos
Ademar Possamai (DEM)Cecília Konell (PSD)
Idade: 52 anos
Naturalidade: Rio do Campo
Formação: Administração
Cargo público (atual): vereador
Idade: 66 anos
Naturalidade: Campo Grande (MS)
Formação: Psicologia
Cargo público (atual): prefeita
Dieter Janssen (PP)Dionei Walter da Silva (PDT)
Idade: 44 anos
Naturalidade: Jaraguá do Sul
Formação: Economista
Cargo público (atual): suplente de deputado estadual
Idade: 48 anos
Naturalidade: Pouso Redondo
Formação: Direito
Cargo público (último exercido): deputado estadual entre 2003 e 2006
Jean Leutprecht (PC do B)Moacir Bertoldi (PR)
Idade: 47 anos
Naturalidade: Curitiba (PR)
Formação: Educação Física
Cargo público (atual): vereador
Idade: 56 anos
Naturalidade: Timbó
Formação: Medicina
Cargo público (último cargo): prefeito
Niura Demarchi (PSDB)
Idade: 48 anos
Naturalidade: Jaraguá do Sul
Formação: Direito
Cargo público (atual): senadora suplente
Extraído: Jornal ANotícia 

El crimen se combate conociendo sus causas



¿Cuáles son las opciones abiertas a los pueblos latinoamericanos frente a la creciente ola de criminalidad que azota la región? No descartamos al hacer esta pregunta la creciente penetración del crimen organizado en nuestras instituciones. ¿Quiénes son los actores sociales que pueden enfrentar este flagelo con valor y decisión? Los gobernantes no pueden esconderse detrás de cifras manipuladas o echarle la culpa a grupos sociales inventados por las agencias internacionales.
 
El incremento de la criminalidad y sus consecuencias son el resultado de un proceso de desindustrialización que afecta a Panamá y a toda la región latinoamericana. La desindustrializacion ha tenido un impacto que va mucho más allá de los números y de las cifras económicas. La masa de trabajadores disciplinada tiende a desaparecer y ser reemplazada por el trabajador informal o precario. El trabajador informal es el ideal en la concepción equivocada del empresario que busca un “colaborador” para cumplir con tareas en el marco del concepto de “just in time” o justo a tiempo.
 
Este trabajador no tiene empleo estable y, como consecuencia, tampoco tiene una disciplina que le permita organizarse como trabajador y tampoco puede organizarse como hombre o mujer de familia.
 
No sólo se debilita el sindicato y todo lo que eso implica, también se desintegra la familia y todos los valores asociados a esa institución. La desintegración de la familia hace estragos a nivel de la comunidad donde desaparece la red solidaria de jefes de familia, amas de casa y, sobre todo, de niños y adolescentes que adquieren sus valores primarios en ese marco.
 
Las instituciones comunitarias tienden a desparecer. Las escuelas son abandonadas por las familias desintegradas y los maestros que quedan tienden a frustrarse al no encontrar una referencia de apoyo en la comunidad. La escuela es invadida por elementos extracomunitarios asociados a la delincuencia, incluso al crimen organizado. Los jóvenes son reclutados por estas organizaciones con amplias redes. La corrupción, la “protección” y la trata de personas constituyen los primeros escalones. Después son introducidos a las tareas de distribución de drogas ilícitas y al control territorial de los mercados.
 
La desintegración de los centros de trabajo y de las organizaciones laborales son los primeros pasos en el camino hacia la formación de delincuentes. No hay que olvidar que a mediados del siglo XX (en el caso de Panamá), la desintegración de la comunidad campesina y la desaparición de ese tipo de organización familiar, fue reconstruida - tras un trauma - por la familia obrera en las formaciones urbanas.
 
En la actualidad, sin embargo, la familia obrera no está siendo reemplazada. Es lo que algunos ideólogos llaman la sociedad post industrial o pos moderna, sin valores y destinada a reproducirse sin referentes o valores.
 
La debacle o recesión económica del sistema capitalista a escala mundial ha creado un vacío que urge llenar con nuevas propuestas de organización social que le permitan a los pueblos del mundo reconstruir sus sociedades libres del crimen. El “boom” económico panameño – pasajero – debe servir para enfrentar la recesión que se avecina. Sin embargo, los gobiernos se resisten a planificar para el futuro.
 
Además, en muchos foros se insiste en levantar falsas expectativas en torno al problema del crimen organizado, planteando que no son problemas o que se deben a estructuras dañadas que pueden ser reparadas. En otras palabras, son problemas que pueden resolverse mediante ajustes parciales en las políticas sociales. Estos son los famosos programas focalizados que distribuyen prebendas en el marco de políticas clientelistas destinados al fracaso.
 
No se percatan que el crimen organizado es el resultado de políticas que se aplican en forma coherente al más alto nivel. Constituyen un conjunto de leyes que hacen inviables las actividades económicas productivas: industria y agricultura. Que impide que los niños y adolescentes puedan completar su educación. Son políticas que destruyen sistemáticamente a las comunidades del país. ¿Por qué la legislación privilegia y promueve los negocios relacionados con los juegos del azar, la trata de blancas y el blanqueo de dinero? ¿Por qué se legisla para legalizar y supuestamente justificar la expropiación de las tierras de campesinos, indígenas y pescadores?
 
¿Qué justifica que se crean batallones militares especiales para reprimir a las comunidades que defienden sus tierras y que son acusadas de ser aliadas de fuerzas políticas insurrectas?
 
La seguridad nacional responde a una ecuación sencilla que no puede ser manipulada. En la base de la sociedad tiene que existir una población constituida por trabajadores – hombres y mujeres - productivos en cuya instancia familiar se forma la generación de relevo, que garantiza la estabilidad de la sociedad a largo plazo. Las políticas al más alto nivel tienen que resguardar esa constitución básica mediante planes y una legislación consecuente.
 
En la actualidad, sólo existen planes para que ciertos sectores de la sociedad puedan invertir capitales (de dudoso origen) en negocios rentables. No existen planes para invertir los enormes ingresos del gobierno en actividades productivas, como la industria y el agro. Esta contradicción que se presenta en todos los países de la región explica la profundización cada vez más peligrosa de la criminalización de las relaciones sociales a todos los niveles de la sociedad.
 
Panamá, 24 de mayo de 2012.
 
- Marco A. Gandásegui, hijo, es docente de la Universidad de Panamá e investigador asociado del Centro de Estudios Latinoamericanos (CELA) Justo Arosemena.
 


http://alainet.org/active/55088

Entrevista Milton Santos - Globalização - Roda Viva




Milton Santos (1926-2001)

Por Marie-Hélène Tiercelin dos Santos com títulos de Jacques Levy
Bacharel em DireitoUniversidade Federal da Bahia (1948)
Doutor em GeografiaUniversidade de Strasbourg (1958), sob orientação do Prof. Jean Tricart

1948-1964. Um pesquisador implicado na realidade local
Até 1964, ano em que deixa o Brasil em razão do golpe militar,  ele conduz paralelamente uma carreira acadêmica e atividades públicas. Jornalista e redator do jornal A Tarde (1954-1964), professor de geografia humana na Universidade Católica de Salvador (1956-1960), professor catedrático de geografia humana na Universidade Federal da Bahia onde cria o Laboratório de Geociências, será diretor da Imprensa Oficial da Bahia (1959-1961), presidente da Fundação Comissão de Planejamento Econômico do Estado da Bahia (1962-1964), e representante da Casa Civil do presidente Janio Quadros na Bahia, em 1961. Suas pesquisas e publicações da época focalizam as realidades locais, principalmente a capital – a tese de doutorado é intitulada O Centro da Cidade de Salvador – assim como as cidades e a região do Recôncavo.
1964-1977. Um pesquisador viajante
Em 1964, começa uma carreira internacional imposta pela situação política no Brasil. Primeiro na França, professor convidado nas universidades de Toulouse, Bordeaux e Paris-Sorbonne, e no IEDES (Instituto de Estudos do Desenvolvimento Econômico e Social). De 1971 a 1977, inicia uma carreira verdadeiramente itinerante, ao sabor dos convites: no MIT (Massachusetts Institute of Technology – Boston) como pesquisador; e como professor convidado nas universidades de Toronto (Canadá), Caracas (Venezuela), Dar-es-Salam (Tanzânia), Columbia University (New York). Esse período  abre uma longa caminhada em direção a teorização em geografia, com o intenso aproveitamento das ricas bibliotecas das grandes universidades. Primeiro uma ampliação do foco com o livro Les Villes Du Tiers Monde, 1971, onde já aparece o interesse em estudar as peculiaridades da economia urbana dos países então chamados  subdesenvolvidos, caracterizada pelos seus dois circuitos, superior e inferior, e resultando no livro L’Espace Partagé: les deux circuits de l’économie des pays sous-développés publicado em francês em 1975, em inglês e português em 1979.
1977-2001. Um pesquisador engajado
Em 1977, retorna ao Brasil. Passam-se dois anos antes de conseguir voltar a ensinar na universidade brasileira, primeiro na Universidade Federal do Rio de Janeiro, de 1979 a 1983, ano em que ingressa por concurso na Universidade de São Paulo, professor titular de geografia humana até a aposentadoria compulsória, recebendo o título de Professor Emérito da USP em 1997 e continuando a pesquisar, publicar e orientar estudantes até o final de sua vida.Será reintegrado oficialmente à Universidade Federal da Bahia em 1995, da qual tinha sido demitido por “ausência”. Doze universidades brasileiras e sete universidades estrangeiras lhe outorgaram o titulo de Doutor Honoris Causa.
Em 1994, recebe o Prêmio Internacional de Geografia Vautrin Lud. Nesta última fase de seu percurso, publica Por uma Geografia Nova, da crítica da geografia a uma geografia crítica (1978), contribuição à efervescência e ânsia de renovação dessa ciência no Brasil . O espaço é definido como uma instancia social ativa, a noção de formação sócio-espacial introduzida. As pesquisas, as aulas e as publicações resultantes tencionam um esforço epistemológico para dotar a geografia latino-americana de categorias de análise apropriadas.
O estudo do meio técnico-científico-informacional deve permitir entender a organização do espaço no período histórico atual. Técnica, espaço, tempo: globalização e meio técnico-científico informacional (1994), Da totalidade ao lugar (1996), Metamorfose do espaço habitado (1997), são algumas dessas publicações que desembocam na sua obra maior (no seu livro maior?): A Natureza do Espaço (1996), que quer ser “uma teoria geral do espaço humano, uma contribuição da geografia `reconstrução da teoria social”. Enfim, em 2000, publica Por uma outra globalização, do pensamento único à consciência universal.
Extraído: miltonsantos.com.br

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Encruzilhada


Por  Jeison Giovani Heiler


Sou professor universitário e escrevo este artigo para compartilhar algumas conclusões tiradas a partir da “empiria” das ricas discussões travadas em sala de aula, nos fóruns e discussões propostos via web. Na imensa maioria das manifestações parece que é consenso que o capitalismo não é mais "flor que se cheire". 

Permito-me sob licença a mim concedida pelos meus alunos, reproduzir algumas lúcidas manifestações: “percebemos que o grande sonho americano está virando um enorme pesadelo americano, pois estão pagando pra ver seus empregos e tudo que com muito trabalho foi conquistado indo por água a baixo, onde esta sendo tirado para suprir falhas na economia. Ou ainda “O capitalismo é uma forma econômica que não beneficia a todos igualmente, ela é uma forma de governo onde um possui mais valor que o outro, e onde podemos identificar uma pessoa apenas por seu modo de vestir e se comportar, ela gera a disputa a vontade de crescer e conquistar bens matérias e marcas, ela gera um consumo imenso pelo fato de um querer possuir mais que o outro, pois se você não possui "tal" sapato, "tal" bolsa ou "tal" calça você é excluído de certos grupos sociais. Portanto podemos perceber que o capitalismo de democrático não possui nada e que ele gera desgastes físicos e psicológicos para quem tenta se dar bem e conquistar um status neste meio financeiro."

A partir destas e de outras manifestações pode-se dizer então que estamos de acordo com o sociólogo português Boaventura de Souza Santos. Ele escreve respondendo a Gramsci que fala sobre a produção de hegemonia nas sociedades capitalistas que não é mais necessário que o "sistema" se preocupe com isso: criação de conformismo com o modelo de sociedade. Por um motivo muito simples: a sociedade já e dá por conformada. Porque isso é possível? O que faz com que a sociedade se dê por convencida de que apesar de seus – graves – defeitos (talvez irremediáveis) o capitalismo é a única forma de vida possível?

Com amparo em Boaventura e em outros pensadores críticos como Francisco de Oliveira no Brasil, pode-se tentar responder a isso. A razão estaria na impossibilidade que imperou por muito tempo de que fossem simplesmente pautadas outras formas de organização possível. Na impossibilidade de pensar e na absoluta criminalização das utopias. 

Contudo, diante da atual crise em que mergulha o sistema financeiro, levando à bancarrota mega especuladores e bancos privados, os marcos do sistema de organização capitalista colocam-se como nunca antes em dúvida. Os chamados “pacotes de austeridade” impostos aos países mais afetados pela crise ficariam bem melhor se recebem o nome daquilo que representam de fato: “bolsa-empresa”. Com a diferença de muitos zeros no final das cifras. E com a diferença de que o dinheiro deste auxílios emergenciais dos quais se valem inclusive bancos há pouco tempo insofismáveis tem sido extraído da grande massa da população trabalhadora. 

Mas, apesar disso, seguimos descrentes das utopias e de outras formas de organização possível. Apesar disso a sociedade ri-se com escárnio daqueles que se atrevem a pensar outras formas de vida. É o momento, contudo, da encruzilhada em que a sociedade de tempos em tempos se encontra. Tempo em que decide trilhar novos rumos na construção de outros mundos possíveis. Ou, tempos em que o recrudescimento e a violência assumem a única forma de contingenciar a crise inapelável.