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terça-feira, 28 de março de 2017

Presidente do Hospital Beneficência Portuguesa, Denise Santos, diz que no Brasil hospital virou "Butique de Saúde"

Presidente do Hospital Beneficência Portuguesa, Denise Santos, diz que no Brasil hospital virou "Butique de Saúde"

https://www.uol/economia/especiais/entrevista-denise-santos-beneficencia-portuguesa.htm#ps-virou-butique-de-saude

Vou dizer só uma coisa: Tá certo que essa gente quer extinguir o Sistema de Saúde Pública, nosso SUS que atente diariamente milhares de brasileiros a um custo de R$ 2,09 por brasileiro/dia. ((Link Comparativo até 2012)

Nestes termos, um dos mais eficientes do mundo. Mas o que esta senhora está dizendo é um grande escracho com a população de trabalhadores que suportam filas e más condições para receber um atendimento de saúde. Chamar de "Butique" os PS dos hospitais revela a completa ausência de conhecimento da realidade brasileira e um profundo preconceito e ressentimento com as pessoas mais simples que agora tem o direito de receber um atendimento de saúde garantido pela LEI MAIOR do pais, a Constituição Federal.

 É evidente que como administradora de um hospital PRIVADO que usa o rótulo da beneficência/filantropia para regatear desoneração nos impostos devidos ao Estado a presidente daquela instituição tem interesses em destacar a lógica Saúde-Mercadoria em detrimento da lógica Saúde-Direito.  Olho aberto minha gente. Já se disse, "pouca saúde e muita saúva os males do Brasil são."

Literatura sobre o tema:

Estudo sobre os hospitais filantrópicos no Brasil

http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rap/article/viewFile/6270/4861

Dados sobre o SUS:

http://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude/publicacoes/anuarios



terça-feira, 7 de agosto de 2012

TRF4 - União e Estado devem fornecer medicamento para câncer

TRF4 - União e Estado devem fornecer medicamento para câncer
A 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) concedeu liminar ontem (31/7) determinando que o Estado de Santa Catarina e a União forneçam o medicamento Avastin 800 mg, que não faz parte da lista do Sistema Único de Saúde (SUS), a um paciente que sofre de câncer de cólon com metástase.

Segundo o advogado do autor, esse medicamento, apesar de estar em fase experimental para a maioria dos tumores malignos, tem resultado comprovado quando as regiões afetadas são o cólon e o reto. A droga precisa ser administrada uma vez a cada três semanas.

O pedido foi negado pelo juiz de primeira instância, que requereu perícia médica e outras provas ao autor. A decisão levou o procurador do autor a recorrer ao tribunal pedindo a suspensão da medida, sob alegação de que o uso da medicação é emergencial para o paciente.

O relator do processo na corte, desembargador federal Luís Alberto d’Azevedo Aurvalle, suspendeu a decisão de primeiro grau e determinou o fornecimento da medicação no prazo de 15 dias, com multa de R$ 1000,00 se houver descumprimento. 

“No caso dos autos, considerando a patologia que acomete o autor, bem como o quadro clínico demonstrado no processo, tenho que se impõe a antecipação da tutela, na medida em que este se encontra em risco”, declarou Aurvalle.

O desembargador manteve a ordem de realização da perícia para a instrução do processo que corre no primeiro grau.

      
SEÇÃO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

INCA lança publicação com diretrizes do câncer relacionado ao trabalho


INCA lança publicação com diretrizes do câncer relacionado ao trabalho

02/05/2012

Para facilitar a identificação da causalidade de determinados tipos de câncer por agentes específicos e levar a políticas públicas de revisão dos ambientes de trabalho insalubres, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) lançou nesta segunda-feira, 30, a publicação Diretrizes para a vigilância do câncer relacionado ao trabalho.
De acordo com a publicação, pelo menos 19 tipos de tumores – entre eles os de pulmão, pele, fígado, laringe, bexiga, mama e leucemias – estão relacionados à ocupação e ao ambiente de trabalho. E trabalhadores de algumas profissões, como as de cabeleireiro, piloto de avião, comissário de bordo, farmacêutico, químico e enfermeiros são muito mais propensos ao desenvolvimento desses tumores.
O lançamento contou com a presença do diretor do Departamento de Vigilância da Saúde Ambiental e da Saúde do Trabalhador da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Neto e do diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini. Guilherme destacou que o “documento é absolutamente estratégico para que se conheça as informações e se aborde a vigilância do câncer de maneira adequada”.
Ele sugeriu que o material seja apresentado formalmente ao ministro da Saúde, aos secretários do Ministério e a instâncias como Conselho Nacional de Saúde, Conselho de Secretários Municipais e Estaduais de Saúde. “Esses atores podem pautar a agenda e estabelecer prioridades”, frisou.
Guilherme acha importante, ainda, que além da Saúde, os atores das área de Trabalho e Previdência também sejam sensibilizados para a questão da exposição dos trabalhadores a risco de câncer devido à ocupação desempenhada. E por fim, que todos os profissionais de saúde sejam capacitados para fazer as anotações corretamente quando do diagnóstico de um câncer relacionado ao trabalho.
Santini disse que era muito recompensador ser o diretor do INCA quando a instituição apresentava esse trabalho. “Além de trazerem diretrizes e orientações, essa publicação é uma homenagem a todos os trabalhadores. Quero agradecer a dedicação da equipe que produziu o documento e aos colaboradores externos que contribuíram na sua elaboração.”
Cada capítulo da publicação foi escrito por um grupo de especialistas e submetido à análise de um comitê de consultores. O objetivo é oferecer aos profissionais de saúde subsídios, por meio de orientações técnicas e epidemiológicas, para buscar na história pessoal e profissional do paciente, informações ou indícios de contato com compostos potencialmente cancerígenos no ambiente ou no processo de trabalho.
Além das substâncias mais comumente associadas ao desenvolvimento de tumores, como o amianto (ou asbesto), classificada pela Organização Mundial da Saúde como cancerígena para humanos desde 1987, produtos aparentemente inofensivos, como poeiras de cereais, de madeira e de couro, e até mesmo medicamentos (os antineoplásicos) podem provocar câncer.

Clique aqui para acessar a publicação na íntegra. 

Fonte: INCA