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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Registro de candidatura de prefeita de Jaraguá do Sul é confirmado


Registro de candidatura de prefeita de Jaraguá do Sul é confirmado

27.08.2012 às 21h04
 
O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina decidiu neste sábado (25), por unanimidade, manter a sentença da 17ª Zona Eleitoral que deferiu o registro da prefeita de Jaraguá do Sul e candidata à reeleição, Cecí­lia Konell (PSD). Com essa decisão (Acórdão nº 27.134), a Corte negou provimento ao recurso interposto por Anoar Primo Battisti, candidato a vereador pelo PCdoB e autor do pedido de impugnação, que ainda pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Battisti argumentou ao TRESC que "a candidata encontra-se inelegí­vel pela condenação imposta em ação civil pública [na Justiça Comum] por ato de improbidade administrativa nos autos do Processo n. 036.10.002039-4" e completou dizendo que "a liminar que concede efeito suspensivo ao Recurso Especial ofertado pela Ré/Candidata não tem o condão de afastar a incidência da inelegibilidade". Por fim, afirmou que o registro da prefeita também deveria ser indeferido porque ela não declarou bens.
Em contrapartida, Konell alegou que não houve reconhecimento de dano ao erário e tampouco de enriquecimento ilí­cito por parte dela, o que, por si só, afastaria a inelegibilidade apontada pela impugnação, e observou que a liminar obtida na Justiça Comum através da Medida Cautelar nº 2011.034547-2/0004.00 não deixa margem para considerá-la inelegível. Declarou ainda que não declarou bens porque nada possui em seu nome.

Após expor entendimento jurisprudencial sobre o assunto, o relator, desembargador Eládio Torret Rocha, concluiu que a prefeita não incidiu na causa de inelegibilidade em questão.
"Conquanto inequívoca a responsabilização da apelada à pena de suspensão dos direitos políticos por ato doloso de improbidade administrativa, constato que a decisão do órgão colegiado limitou-se a reconhecer a ocorrência de ofensa aos princípios da administração pública e de lesão ao patrimônio público, afastando a alegação de enriquecimento ilícito", afirmou.

Para o relator, embora se pudesse sugerir a ocorrência de enriquecimento ilí­cito por conta do ato de nepotismo praticado por Konell em favor de sua irmã, "o Tribunal de Justiça, após analisar o fato à luz do acervo probatório produzido, decidiu que essa circunstância nociva não se fez presente, razão pela qual, a meu sentir, não há como a Justiça Eleitoral concluir, agora, nesta quadra, de forma diversa, sob pena de adentrar indevidamente no exame de matéria já assentada pelo colegiado a quem coube o exame e deliberação no recurso à sentença apenadora".

Por Ellen Ramos
Assessoria de Imprensa do TRESC

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Violência e Esporte e algumas Obviedades

Violência e Esporte e algumas Obviedades

Por Jeison Giovani Heiler

Publicado: O Correio do Povo - 11/05/2012

Quando perguntadas em pesquisas de opinião sobre quais são as maiores preocupações da sociedade brasileira as respostas apontam para o óbvio: violência, segurança pública e envolvimento com drogas. Quando perguntadas sobre as possíveis soluções para estes problemas a maioria das pessoas também pensa logo no óbvio: é necessário ocupar os jovens, mantê-los nas escolas, inseri-los no mercado de trabalho e em atividades esportivas e de lazer saudáveis. É óbvio, não? Deveria ser.

Nas últimas semanas uma série de crimes violentos tem sido noticiada pela imprensa local, denotando a fonte da preocupação da população com a violência e a questão da (in)segurança pública. E o poder público municipal, será que está fazendo as lições de casa? Será que está executando o óbvio? Parece que não. Se a resposta óbvia para os problemas de violência e envolvimento com drogas pode estar em investimentos nas áreas de esporte e lazer a conclusão é a de que o poder público está deixando de fazer o básico. Não bastasse que mínguam as áreas de esporte e lazer existentes na cidade. Nesta semana a imprensa noticiou que a Prefeitura de Jaraguá do Sul pretende devolver ao Ministério dos Esportes a parcela destinada pelo governo federal (R$ 1,053 milhão) que seria destinada ao Programa Segundo Tempo.
Esse Programa, segundo informações extraídas da página do ministério do esporte tem por objetivo democratizar o acesso à prática e à cultura do Esporte promovendo o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens, como fator de formação da cidadania e melhoria da qualidade de vida, prioritariamente em áreas de vulnerabilidade social.

Então, cabe nos perguntarmos: porque não fazer o óbvio? Porque não investir em atividades esportivas, ainda mais quando os recursos estão vindo do Governo Federal? Acessando o sistema de avaliação do Programa Segundo Tempo na página do Ministério dos Esportes pode-se inferir os resultados deste programa “mais de 75% dos beneficiados, nesta ordem: convívio social, capacidade de escolher as atividades de lazer, condição da saúde, capacidade de comunicar e defender suas ideias, cuidado com a alimentação, qualidade do sono e convívio familiar. Também aumentou o interesse pelas vivências de lazer, a disposição para se exercitar fisicamente e para as atividades diárias, a autoestima, o tempo dedicado e o envolvimento em movimentos sociais e comunitários”1.

Apesar dos resultados positivos, que são também óbvios, de acordo com o noticiado na imprensa nesta semana, o Secretário de Esportes do Município de jaraguá do Sul afirmou que a gestão atual não tem interesse no programa. Cabe insistir na questão: Porque? Porque fugir ao básico? Ao óbvio? Quais são as motivações e os interesses que movem a administração municipal senão aquelas apregoadas na Constituição Federal: interesse público e eficiência (art. 37, CRFB/88).

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Konell contra-ataca - Dieter na Mira

Extraído- AN 3 de maio de 2012. | N° 1481


ABATEDOURO


Aplicação de verba é apurada


Sindicância deve apontar responsáveis pelo destino de recurso federal


A Prefeitura de Jaraguá do Sul abriu uma sindicância interna para chegar aos responsáveis da aplicação de um recurso federal, liberado em 2004, destinado a abatedouro e a uma usina de processamento de alimentos, que nunca chegaram a funcionar. Como não houve prestação de contas, agora a administração terá de devolver R$ 883 mil para a União. Na época, o valor repassado foi de R$ 247,5 mil para a unidade e R$ 72,5 mil para a usina . O montante de R$ 883 mil seria o valor corrigido de R$ 320 mil, investido há oito anos.


O secretário de Administração Ivo Konell disse que a sindicância é uma exigência do governo federal para que se aponte quem ordenou as despesas. A obra foi feita durante o mandato do atual vice-prefeito Irineu Pasold.


Konell disse que no fim do ano passado a Prefeitura chegou a ter verbas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e da saúde bloqueadas por causa da pendência. “Tivemos de ir a Brasília negociar. Em abril, informamos que seria encaminhado o projeto que autoriza o pagamento para a Câmara de Vereadores. Isso tem de ser aprovado o quanto antes senão teremos problemas”, afirma o secretário. Konell espera que até o dia 15 acerto seja feito.


Ele diz que será usado dinheiro do excesso de arrecadação para o ressarcimento. “Todo excesso é canalizado para despesas emergenciais, porque todas as secretarias vão tendo dificuldades orçamentárias ao longo do ano e vamos suplementado com isso. Agora, serão R$ 883 mil que deixarão de ser investidos”, ressalta. Caso não for feito este acerto, os repasses federais poderão ser bloqueados novamente.


O secretário de Agricultura, André Melo disse que enquanto não for resolvido esse débito com a União, o município não pode mexer na estrutura. A ideia da secretaria é aproveitar os equipamentos daquele local para montar miniabatedouros que atendam às necessidades dos produtores locais.


O coordenador-geral do setor de Prestação de Contas do Ministério da Agricultura, Jeferson Silva, foi procurado para falar sobre as exigências do repasse mas estava em reunião

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Estrutura fora de contexto

Dieter Jansen
era secretário de Agricultura na época da construção do abatedouro. Ele nega irregularidades na execução do projeto. Disse que toda a movimentação de recursos públicos foi aprovada e que as razões que levaram à devolução do valor investido na época (R$ 500 mil) atualizados agora, deve-se ao não interesse da administração do ex-prefeito Moacir Bertoldi em dar continuidade ao projeto. “Tudo foi feito corretamente.”

Segundo ele, a estrutura foi pensada para ser adequadas às exigências do controle de inspeção sanitária federal, porque havia um interesse dos agricultores em comercializar a carne. “Foi feito conforme as exigência quando estava para ser entregue, os produtores não se mostraram interessados porque não havia tanta demanda. Aí, terminou o mandato (prefeito Irineu Pasold) e a ideia era que a administração seguinte (Moacir Bertoldi) desse continuidade”, conta ele. “Por isso, o dinheiro tem de ser devolvido”, afirma Jansen.

O secretário de Agricultura na gestão de Moacir Bertoldi e atual vereador, Amarildo Sarti (PV), recorda que a Prefeitura pediu uma auditoria do Ministério da Agricultura no local no fim de 2006. Segundo ele, o relatório apresentado apontou a necessidade de adequações na estrutura, entre as principais a necessidade de ter uma estação de tratamento. “A Prefeitura teria de investir alto nas adequações.”

Sarti afirma que como foram usados recursos federal e pelo tamanho da estrutura, o abatedouro deveria servir para a inspeção federal. “A região não tem uma caraterística da pecuária e os nossos agricultores preferiam a existência de pequenos abatedouros e não um desse porte, como foi feito.”



diego.rosa@an.com.brDIEGO ROSA

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Konell Sob investigação

INVESTIGAÇÃO

Viagem à Capital sob suspeita
Visita de Ivo Konell à Secretaria de Planejamento é analisada pelo MP

Extraído: Jornal A Notícia - 18 de abril de 2012. | N° 1467

O promotor Ricardo Viviani de Souza, de Jaraguá, que trata de assuntos ligados à moralidade administrativa, investiga o comportamento do ex-secretário de Administração Ivo Konell em relação à Prefeitura.

O inquérito civil público, instaurado em 16 de março, foi motivado por denúncias levadas até o órgão e são amparadas nas informações apresentadas pela imprensa de que o ex-secretário estaria agindo em nome da atual administração, sob o consentimento da prefeita Cecília Konell. A investigação no inquérito também recai sobre a líder do Executivo.

Na semana passada, o ex-secretário esteve em Florianópolis, na Secretaria de Planejamento, para tratar questões referentes à discussão sobre a posição da antena de uma rádio no morro da Boa Vista.

Promotor diz que questão não é novidade

“Eu tive conhecimento pelo jornal de que ele estaria tratando de assunto do município e isso causou estranheza”, disse o promotor de justiça.

O representante do Ministério Público afirma que, apesar de ter tido conhecimento pela imprensa, a questão não é novidade. Por isso, o inquérito foi instaurado há pouco mais de um mês. Ele disse que o objeto da ação apura a suspeita de ilegalidade do exercício de função pública por parte de uma pessoa que não está nomeado para ocupá-la.

“Estamos investigando também a possível inércia da prefeita Cecília Konell ou a omissão dela em deixar que isso aconteça. Porque foi ela mesma quem exonerou, como também não mais o nomeou para o cargo”, afirma o promotor.

Para ele, não existe lógica alguém que tenha sido exonerado continue a exercer o cargo. “E, principalmente, de que o chefe do Poder Executivo permita que isso aconteça”, ressaltou Souza.

diego.rosa@an.com.br

DIEGO ROSA

Convite foi feito pela prefeita

A prefeita Cecília Konell disse que o pedido para o ex-secretário de Administração Ivo Konell ir a Florianópolis, na Secretaria de Planejamento, para tratar da questão do limite com Massaranduba, foi baseado no conhecimento que ele tem sobre o assunto.

Segundo a Prefeitura, dois decretos, um de 1987, quando Ivo Konell era secretário de Administração, e outros de 1989, quando ele era prefeito, abordam que o morro da Boa Vista, fica em uma área de interesse social, sob responsabilidade da administração de Jaraguá e que o município é que decretou o local como apropriado para a implantação de projetos turísticos e a instalação de antenas de radiodifusão e telecomunicação.

Na semana passada, a prefeita afirmou que Ivo foi à Capital porque ela pediu para ele ir debater o assunto em nome dela. “Ele foi me representar”, disse. Questionada se o ex-secretário tinha autonomia para isso, a prefeita informou que ele foi como marido dela e não como integrante da Prefeitura.

Cecília ressaltou que por causa da polêmica sobre os limites e para defender os interesses de cidade, foi solicitado ao ex-secretário para que fosse à Secretaria de Planejamento. Ontem à tarde, a prefeita foi procurada, mas estava em reunião no gabinete. Konell disse que levou os documentos na Secretaria de Planejamento como cidadão para alertar sobre a questão da definição sobre os limites com Massaranduba e que podem prejudicar o município.

A Prefeitura acusa o prefeito de Massaranduba, Mario Fernando Reinke, de autorizar indevidamente a instalação de equipamentos de uma rádio. “Eu conheço esse assunto profundamente. Essa é uma questão que qualquer um pode denunciar”, destacou Konell.

SAIBA MAIS:

O inquérito civil é uma investigação que o Ministério Público instaura com base em denúncias sobre determinada suspeita de irregularidade. No processo, o promotor ouve testemunhas sobre o assunto. Caso haja comprovação da ação, a investigação é encaminhada para a Justiça avaliar. Se for acatada, o inquérito vira uma ação judicial.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Konéis não aceitam laudo sobre Antenas

12 de abril de 2012. | N° 1461

Extraído: Jornal ANotícia 12 de abril de 2012. | N° 1461A

CASO DA ANTENA

Briga ganha mais um capítulo
Cecília não aceita laudo que diz que equipamento está em Massaranduba


O resultado oficial da avaliação técnica da Secretaria de Planejamento do Estado sobre a localização da antena da DJ Comunicações (105 FM), no Morro do Boa Vista, não terminou com a polêmica que envolve as prefeituras de Jaraguá do Sul e Massaranduba. Segundo a Diretoria de Geografia e Estatística, o equipamento está em Massaranduba, mas a prefeita Cecília Konell não ficou satisfeita e vai pedir uma nova avaliação.

Embora tenha sido um pedido de Jaraguá, o laudo técnico da secretaria estadual foi entregue na terça-feira ao presidente da Associação dos Municípios do Vale do Itapocu (Amvali), Luiz Carlos Tamanini, e divulgado ontem pela entidade.

A prefeita de Jaraguá do Sul acusou o prefeito de Massaranduba, Mario Fernando Reinke, quando presidente da Amvali, em 2010, de autorizar a instalação do equipamento na antena da 105 FM para transmitir também o sinal da rádio Super Nova FM, embora a área, segundo Cecília, pertença a Jaraguá. “Eu conversei com ela (Cecília) hoje (ontem). A prefeita disse que tem a intenção de ficar na entidade”, diz Tamanini.

O levantamento técnico da secretaria pode provocar novas polêmicas. Segundo o documento, o bairro Rio Molha, que hoje pertence a Jaraguá do Sul, está no território de Massaranduba.

“Existe a divisa de direito, que é técnica, e o laudo aponta isso. E uma de fato, moldada por entendimentos antigos entre os prefeitos. Mas isso é uma questão que tem de ser resolvida entre os municípios”, opina.

Ainda falta o parecer da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre a localização do equipamento.

diego.rosa@an.com.brDIEGO ROSA

12 de abril de 2012. | N° 1461A
CASO DA ANTENA
Prefeita pede novo estudo à equipe técnica


A prefeita Cecília Konell afirma que o município encaminhou ontem ao governo do Estado um novo levantamento para definir os limites entre os dois municípios. “Existem decretos na Prefeitura, de antigas administrações, sobre os limites. Há algumas observações que não são de conhecimento do público. E esses documentos foram encaminhados à Secretaria de Planejamento”, revela a prefeita.

Ela apresentou um decreto assinado em 1987, quando o marido Ivo Konell era secretário de Administração do prefeito Durval Vasel. Conforme o texto, por estar em Jaraguá, o Morro do Boa Vista, onde está localizada a antena, é de interesse social. A prefeita também apresentou outro decreto, de 1989, assinado pelo então prefeito Ivo. Nesse documento, é permitida a instalação de antenas de diferentes meios de comunicação. O documento determina que “cabe ao chefe do poder executivo municipal a decisão sobre empreendimentos da iniciativa privada”.

“Aquelas terras são da União. Não temos como legislar sobre essas terras. Mas fizemos esses documentos para legitimar o uso e isso foi autorizado, sem contestação desde aquele período”, ressalta Ivo.


12 de abril de 2012. | N° 1461
CASO DA ANTENA
“Espero uma retratação”
Entrevista/Prefeito Mario Reinke

Confiante de que o laudo apontaria que a antena da 105 FM fica em Massaranduba, o prefeito Mario Fernando Reinke (PSDB), espera que a prefeita Cecília Konell (PSD) apresente uma retratação pública.

Ele diz aguardar, no mínimo, um pedido de desculpas de Cecília pelo fato de ter insinuado de que ele estaria tomando decisões sobre território jaraguaense quando autorizou a instalação dos equipamentos na antena.

Reinke não descarta a possibilidade de ingressar na Justiça contra Cecília pelas declarações feitas à imprensa. Segundo Reinke, o posicionamento da prefeita teria prejudicado a imagem dele na sociedade. Esse assunto será avaliado pelo setor jurídico.

AN – Com a divulgação do laudo, o senhor pretende tomar alguma medida contra a prefeita Cecília Konell, que o acusou de ter permitido a instalação do equipamento na antena em área jaraguaense?

Mario Fernando Reinke – Eu tinha certeza, de quando assinei a autorização para a instalação do equipamento que antena fica em Massaranduba. A prefeita deu entrevistas falando que eu tinha de me retratar. Vou discutir com meu pessoal e advogados que ação vamos tomar. Talvez ela (prefeita) se retrate.

AN – O senhor espera esse posicionamento dela?

Reinke – Com certeza. Espero que essa retratação não seja uma nota pequena. Pedi cópia da declaração dela a rádio e agora a conversa será diferente. Essa discussão virou um assunto regional e estadual. Não ficou restrito a duas ou três pessoas. Vou aguardar uma posição dela e depois vou tomar uma decisão.

AN – O presidente da Amvali, Luiz Carlos Tamanini, disse que a confirmação de que a área pertence a Massaranduba pode revelar outras mudanças nos limites com Jaraguá. O senhor pretender pedir à Secretaria de Planejamento do Estado que aponte os limites?

Reinke – Agora, vamos buscar tudo que é de direito de Massaranduba. Eu estava esperando essa confirmação e, daqui para frente, vamos estudar as medidas que iremos tomar.


12 de abril de 2012. | N° 1461
CASO DA ANTENA
Ivo trata de assunto da Prefeitura

Embora Ivo Konell não esteja mais ligado à Prefeitura de Jaraguá, ele esteve na terça-feira no gabinete do Secretário de Planejamento do Estado, Filipe Mello, para conhecer o resultado do laudo. Cecília diz que ele foi representá-la porque o marido era secretário de Administração em 1987, e prefeito em 1989, quando foram assinados os decretos sobre o morro da Boa Vista.

“O Ivo foi porque pedi. Ele foi como ex-prefeito e conhecedor do assunto. Não como integrante da Prefeitura”, ressalta.

A prefeita acrescenta que só falará novamente sobre a polêmica da antena quando receber o novo laudo da Diretoria de Geografia e Estatística.
diego.rosa@an.com.brDIEGO ROSA

quinta-feira, 29 de março de 2012

Konéis e as Eleições de 2012

Extraído: Jornal A Notícia - 29 de março de 2012. | N° 1445

ESCOLHA DE CECÍLIA

Decisão deve ser até dia 4

Prefeita deve renunciar ao cargo se quiser que marido ou filha disputem as eleições O que diz o artigo 14 da Constituição Federal.

A prefeita Cecília Konell (PSD) tem até o dia 4 para decidir se permanecerá no cargo ou renunciará ao mandato para que a filha Fedra Konell de Alcântara ou marido Ivo disputem as eleições de outubro. Os dois surgem agora como apostas fortes do PSD para o cargo.

Cecília precisa reverter a decisão do Tribunal de Justiça (TJ) que a condenou a perda dos direitos políticos por três anos por causa de uma irregularidade na nomeação da irmã dela, Carmelita em função gratificada, sem que ela exercesse o cargo.

Essa decisão também enquadra a prefeita na Lei da Ficha Limpa. A norma impede que as pessoas condenadas em colegiados de segunda instância, no caso do TJ, sejam candidatas. A defesa da prefeita recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas ainda não há previsão de quando este recurso será julgado.

O prazo para os partidos fazerem as convenções que definirá os candidatos e coligações encerra em junho. Até que essa situação não seja resolvida, o plano B do PSD é a candidatura de Ivo ou Fedra Konell.

Para que a filha ou o marido sejam candidatos, a prefeita é obrigada a renunciar o mandato para cumprir uma determinação legal da Constituição Federal. Conforme a regra, somente o afastamento do titular do cargo do Poder Executivo, seis meses antes da eleição (7 de abril) torna o cônjuge e os parentes elegíveis para outros cargos no município.

No caso de renuncia de Cecília Konell, quem deverá assumir o cargo é o vice-prefeito Irineu Pasold (PSDB), pré-candidato da sigla tucana à disputa eleitoral. O partido era base de apoio da atual administração, mas saiu depois de desentendimentos administrativos.

Fedra Konell acredita na possibilidade da prefeita reverter a decisão da Justiça sobre a condenação da prefeita e ela confirme a candidatura. “Se não houver renúncia, ela será a candidata. Ela merece isso, por tudo que passou nesses últimos anos”, disse Fedra.

diego.rosa@an.com.br

segunda-feira, 26 de março de 2012

Desdobramentos do Caso das Antenas: Jaraguá do Sul





Em entrevista ao jornal O Correio do Povo, o ex-secretário de Administração de Jaraguá do Sul, Ivo Konell, contou que protocolou denúncia no Ministério das Comunicações, Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e Polícia Federal.
O objetivo é apurar a situação das emissoras Super Nova FM e 105 FM, que, segundo Konell, estariam atuando de forma clandestina. Ele ainda reafirma que o Morro do Boa Vista pertence a Jaraguá do Sul e não Massaranduba.
Extraído: Jornal o Correio do Povo

quarta-feira, 21 de março de 2012

OAB quer processar criminalmente a prefeita de Jaraguá do Sul, Cecília Konel

OAB quer processar criminalmente a prefeita de Jaraguá do Sul, Cecília Konell


Extraído: Jornal A Notícia 21/03/2012


Ação se deve ao fato da prefeita ter empregado durante a maior parte do mandato o marido e a filha


O ato da prefeita de Jaraguá do Sul Cecília Konell em ter empregado durante a maior parte do mandato o marido Ivo Konell, como secretário de Administração e a filha Fedra Lúcia Konell de Alcântara, como chefe de gabinete, também virou motivo de mobilização na subseção da Ordem dos Advogados (OAB) de Jaraguá do Sul e da Comissão da Moralidade Pública da entidade.

A OAB encaminhou na semana passada à procuradora de Justiça e coordenadora geral da Centro de Apoio Operacional da Moralidade Administrativa da Procuradoria Geral de Justiça, em Florianópolis, Vera Lucia Ferreira Copetti, uma representação para que avalie se cabe alguma ação criminal contra a prefeita por desrespeito a legislação municipal de prática de nepotismo.

Como para acusações competentes à área criminal a liderança municipal tem foro privilegiado, o caso é analisado pela Procuradoria Geral de Justiça.Há 15 dias, a juíza Candida Brugnoli ordenou que a prefeita exonerasse o marido e a filha dos cargos.

A magistrada acatou a denúncia da própria promotoria da Moralidade Pública de Jaraguá do Sul depois que o caso foi denunciado pelo presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Católica de Santa Catarina, Luis Fernando Almeida. Fedra e Ivo Konell deixaram as funções no dia 7 de março.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Mais uma dos Konéis/Coronéis: Prefeita passa por cima de lei e Decreta saída da AMVALI


Fonte: O Correio do Povo Jaraguá do Sul 15/03/2012
A prefeita Cecília Konell pode voltar atrás da decisão de retirar Jaraguá do Sul da Amvali (Associação dos Municípios do Vale do Itapocu). Para que isso aconteça, será necessário que o prefeito de Massaranduba, Mário Fernando Reinke, comprove que a antena da rádio Super Nova FM está mesmo dentro do território de Massaranduba.
Cecília se diz traída porque Reinke assinou a autorização para a instalação da antena da emissora no Morro do Boa Vista, que a prefeita afirma ser território de Jaraguá do Sul, sem a autorização da administração municipal.
Esse impasse resultou ontem na exoneração do secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Célio Bayer, que optou por deixar o cargo. Ele é um dos sócios da CPR Comunicação Ltda., razão social da rádio Super Nova, e foi acusado por Ivo Konell de traição por, supostamente, ter se aliado a Antídio Lunelli, pré-candidato a prefeito de Jaraguá do Sul e adversário político de Cecília Konell.
De acordo com a prefeita, Bayer teria afirmado que Lunelli o teria convidado para ser seu vice na eleição deste ano. Bayer preferiu não se pronunciar. Lunelli vai falar sobre o assunto ainda hoje ou na semana que vem.
Em reunião na tarde de ontem na sede da Amvali, em Jaraguá do Sul, os prefeitos Mário Fernando Reinke, Nilson Bylaardt, Luiz Carlos Tamanini e Felipe Voigt decidiram conversar com Cecília. Antes do encontro, eles vão procurar o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ou outro órgão competente para comprovar que a antena está em Massaranduba e levar o documento à prefeita.
“A saída poderá gerar prejuízo para a entidade, porque Jaraguá é quem mais arrecada, 52% de um total de R$ 100 mil”, salienta Tamanini, presidente da Amvali.

"Jaraguá não merece isso, uma prefeita que não tem coragem de dizer a verdade, porque há algo mais nisso". Mário Fernando Reinke, prefeito de Massaranduba

terça-feira, 6 de março de 2012

Nepotismo - Juíza determina exoneração de Ivo e Fedra Konell de cargos na Prefeitura de Jaraguá do Sul


Nepotismo - Juíza pede exoneração de Ivo e Fedra Konell de cargos na Prefeitura de Jaraguá do Sul

Candida Brugnoli determinou ontem a destituição do marido da prefeita Cecília Konell que ocupa a Secretaria de Administração e da filha que está na direção do gabinete da Prefeitura de Jaraguá do Sul no prazo de 48 horas. Mandatária é acusada de descumprir a LOM.
Extraído: O Correio do Povo
Publicado 06/03/2012 às 01:12:36 - Atualizado em 06/03/2012 às 08:36:43

Prefeita de Jaraguá do Sul, Cecília Konell é acusada pelo Ministério Público por prática de nepotismo. (Fotos: Arquivo OCP)
A juíza da Vara da Fazenda da Comarca de Jaraguá do Sul, Candida Inês Zoellner Brugnoli, determinou ontem à prefeita Cecília Konell que promova a exoneração do secretário de Administração, Ivo Konell, e da chefe de gabinete, Fedra Konell, dos seus cargos ocupados na Prefeitura de Jaraguá do Sul no prazo de 48 horas.

Ivo Konell, Secretário de Administração da PMJS
A mandatária não poderá nomear os referidos réus para qualquer outro cargo, sob pena de pagamento de multa diária de R$ 5 mil, sem prejuízo de outras sanções. O prazo para responder à ação é de 15 dias, contados da juntada do mandado no processo. Não sendo contestada a ação no prazo marcado, será entendido que os réus aceitaram, como verdadeiros, os fatos articulados pelo autor na petição inicial.
A prefeita Cecília Konell é acusada pelo Ministério Público por prática de nepotismo ao descumprir a Constituição da cidade, a LOM (Lei Orgânica do Município), empregando o marido e a filha na administração pública.

Fedra Konell, Chefe de gabinete.
Essa decisão da juíza é resultado de uma representação protocolada pelo presidente do DCE, Luís Fernando Almeida, em 2011 na promotoria de Jaraguá. 
No mês passado, o promotor da Moralidade Pública, Ricardo Viviane, transformou essa representação em uma ação civil pública, pedindo a exoneração do marido e da filha da mandatária. Ele pediu ainda a condenação da prefeita por improbidade administrativa, a perda dos direitos políticos por três anos e multa até 100 vezes o salário recebido por eles. 
Ivo Konell soube da decisão da juíza ontem à noite pela coluna. Ele disse que irá se informar sobre a ação e tomar as medidas necessárias durante o dia de hoje.