terça-feira, 11 de novembro de 2014

Um novo instrumento acústico que soa como um sintetizador digital

hero
Acústico e interplanetário.
O Yaybahar é um novo instrumento acústico concebido pelo músico de Istambul Görkem Şen que produz um som que parece ter saído de um filme de ficção ou de outro planeta. O Yaybahar pode ser tocado com a ajuda de vários objetos diferentes, de uma marreta a um arco
Ouça e veja:

Fonte: http://www.ideafixa.com/um-novo-instrumento-acustico-que-soa-como-um-sintetizador-digital/

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Nietzsche e a Filosofia do Martelo

Aula Genial com o professor Clovis de Barros Filho - USP

Nietzsche e a Filosofia do Martelo


 https://www.youtube.com/watch?v=KI20SoJDKog

domingo, 2 de novembro de 2014

há pombas que cagam pra caralho
e sujam de merda
tudo quanto habite a praça de são pedro

o dia é de chuva
com meus passos rápidos dou com
[ um homem, deitado ]
sob o telhado da banca de revistas
nos únicos 20cm de largo ainda secos [o que não deve durar

[ um outro homem negro ] que
 suporta a parede
do banco do brasil - por detrás de suas costas negras -
com todas as estruturas,
caixas,
 diretores,
 e altos funcionários
 que sonham
 com a promoção para o distrito
federal no setor de
publicidade e propaganda
 [e seus pés e parte das pernas nuas são
 ainda mais negras tomadas de
 fuligem, poeira e coisas
 que soube captar na atmosfera
de campinas ]                                                                        com sua pele a cada dia
 mais negra
 e mais negra e
mais negra
 diante de
olhares cada vez mais brancos
e brancos demais

[pela escultura que desconheço]

uma mulher que amamenta
um menino que parece
sustentado menos pelos seus braços
e muito mais por uma boca faminta
agarrada a um bico de seio lindo



dom quixote de la mancha
nada a declarar
dom quixote
e um arquivo
as algemas
os porões
dom quixote
hoje quixotes

o menino corre
cata-ventos de papel
a bicicleta azul amarela
a rua de terra
a menina flor no cabelo
o sorriso o vento o cabelo
os olhos castanhos tamanhos
que vi o vidro verde as bolas de gude
o risco no chão
a poeira
os pés balançando a poeira
os corpos quase nus
a poeria o suor
a chuva e a lama
quixotes
o horizonte depois
do alto de uma cerejeira
a mata verde da goiabeira
quixotes
a esperança na beira
no bolso de trás
quixotes
o futuro na esquina
o futuro ali ao lado
e distante
quixotes hoje
lutam com as armas baixadas
nos punhos
 cata-ventos de papel

e rosas vermelhas

 moinhos de vento em noite de boemia
vai vir o dia em que tudo o que eu diga
seja poesia

paulo leminski esse filho da puta
até que disse umas coisas escrotas
vai vir o dia em que tudo o que eu

queira seja um beijo na boca

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Reforma Eleitoral - Financiamento de Campanhas

Henrique Fontana quer reduzir custos das campanhas
14/10/2013
Henrique Fontana quer reduzir custos das campanhas

Caso minirreforma seja votada, Fontana apresentará Emendas de Plenário

Deputado vai apresentar Emendas de Plenário ao projeto de minirreforma eleitoral que modificam modelo de financiamento das campanhas
O deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) vai apresentar, em plenário, três Emendas ao Projeto de Lei (PL) 6.397/13 que trata da minirreforma eleitoral, que visam regulamentar aspectos importantes do modelo de financiamento das campanhas eleitorais vigente no país. Uma propõe teto de gastos para cada cargo em disputa - baseado em índices de custo do voto por eleitor, considerando-se o tamanho do eleitorado e o tipo da disputa - e limitação para contratação de cabos eleitorais. Outra, proíbe o financiamento de empresas e limita as doações de pessoas físicas a R$ 700,00. Uma terceira Emenda aglutina todas as propostas. Em todos os casos, o parlamentar prevê sanções nos casos comprovados de desvios de recursos ou arrecadação ilícita (caixa 2).
Relator da reforma política nos últimos dois anos e meio, Henrique Fontana afirmou que sem as emendas propostas ao PL o crescimento da influência do poder econômico na democracia brasileira aumentará de forma exorbitante na próxima eleição. Considerando a evolução dos gastos declarados por partidos e candidatos nas últimas eleições – de R$ 800 milhões, em 2002, para R$ 4,8 bilhões, em 2010 -, o próximo pleito geral poderá ultrapassar os R$ 8 bilhões caso a minirreforma eleitoral seja aprovada pelos parlamentares do jeito que está. Para Fontana, a matéria que pode ir à votação no plenário traz prejuízos para a política do país, pois propõe um conjunto de mudanças cosméticas e que pioram o sistema político brasileiro.
Conforme Fontana, com a aprovação das emendas poderá haver uma economia, em média, de 48% nos custos de campanha, considerando-se a média dos gastos nas últimas eleições por parte dos candidatos mais votados ou eleitos para governador, senador, deputado estadual ou federal. Os valores são calculados com base em uma série de coeficientes apontados no texto da emenda do parlamentar.
Nas últimas eleições, por exemplo, a média de gastos dos dois candidatos a governador mais votados em cada estado foi de R$ 12,2 milhões. Com a instituição do teto de gastos proposto por Fontana, haveria um teto máximo de despesas de R$ 5,9 milhões em média para cada governador, ou seja, uma redução de 52%. Em São Paulo, o maior estado do país, o limite seria de R$ 17 milhões. No Rio Grande do Sul, R$ 8,3 milhões. Em Roraima, onde teria o menor custo, R$ 1,3 milhão.
Os deputados federais que, em 2010, tiveram média de gastos de R$ 1,1 milhão entre os eleitos, poderiam ter uma redução para R$ 605 mil - cerca de 50%. No caso dos senadores, de R$ 3,7 milhões para R$ 2,3 milhões.
Fontana lembra que a regulamentação do teto de gastos para campanhas pode ser votada até 10 de junho por ser a regulamentação da lei vigente que diz que o limite de gastos será votado até esta data no ano em que ocorre a eleição (artigo 17 A da lei eleitoral atual).
Para conhecer o conteúdo de cada emenda de plenário, clique aqui:
Os limites de gastos nas Campanhas Eleitorais:
Considerando o número de eleitores e as especificidades de cada cargo em disputa, a Emenda estabelece um valor fixo que será o teto de gastos nas campanhas eleitorais, observadas as seguintes regras:
a) Presidente da República: limite de gastos equivalente a R$ 1,00 multiplicados pelo número de eleitores do país. Significa dizer que o teto de gastos nas campanhas presidenciais será de R$ 138.242.323,00 (R$ 1,00 x 138.242.323 eleitores) para cada candidato.
b) Nas campanhas para governador, senador e deputados federal, distrital e estadual, a Emenda define um valor específico para cada uma das candidaturas tendo como parâmetro o número de eleitores de cada estado e as especificidades das diferentes campanhas. Em todos os casos, a Emenda proposta irá frear o aumento exponencial dos gastos eleitorais registrado nos últimos pleitos.
 Como funciona o limite de gastos?
Para que o teto estabelecido seja cumprido, a Emenda admite que os partidos políticos arrecadem recursos nas campanhas eleitorais. Contudo, os partidos não podem realizar gastos eleitorais em nome dos candidatos. Assim, toda a despesa para as campanhas eleitorais deverá ser feita por intermédio da conta bancária específica do candidato. É vedado aos candidatos realizar gastos em valores superiores aqueles estabelecidos para o cargo que disputa na eleição. É admitida a campanha conjunta entre candidatos desde que os gastos sejam declarados na respectiva prestação de contas, na devida proporção.
 Punições severas aos infratores:
- A Pessoa Jurídica que doar recursos para as campanhas eleitorais ou para os partidos políticos estará sujeita à proibição de participar de licitações públicas, de celebrar contratos com a Administração Pública e de receber benefícios fiscais e creditícios de estabelecimentos bancários controlados pelo Poder Público pelo período de cinco anos, e ao pagamento de multa no valor de dez até cinquenta vezes a quantia doada, aplicada em dobro, em caso de reincidência.
- A Pessoa Física que doar recursos acima do valor estabelecido ou não registrar sua doação em conta bancária específica do candidato estará sujeita à multa no valor de dez até cinquenta vezes a quantia doada, aplicada em dobro, no caso de reincidência, e à proibição, pelo prazo de cinco anos, de prestar concursos públicos e de assumir função ou cargo de livre provimento na administração pública, direta ou indireta, ou ainda em empresas de economia mista.
- Finalmente, os candidatos que gastarem além dos valores fixados pela legislação serão punidos com multa no valor de dez até cinquenta vezes a quantia em excesso e à cassação do registro, ou do diploma, se este já houver sido expedido.
http://www.henriquefontana.com.br/henriquefontana/noticias/item?item_id=1079289

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Entrevista ao Jornal Notícias do Dia. Explicando alto desempenho Aécio em SC

Extrato da entrevista publicado no Jornal Notícias do Dia em 28/10/2014

Disponível: http://www.ndonline.com.br/joinville/noticias/208976-joinville-escolheu-aecio.html

ND Daiana Constantino - Como era esperado, o Aécio ganhou em Joinville. Ficou acima da média estadual. É possível traduzir ou explicar o que essa postura nas urnas quer dizer especificamente aqui?

Jeison Giovani Heiler - Tenho trabalhado com a ideia de que uma variável muito distinta entrou em campo nestas eleições de 2014. O fator anti-PT. Não tivemos nada parecido antes na nossa história. O que é novo nesta eleição, ao meu ver, é exatamente o fato de termos um voto bastante ideológico (de rejeição ao PT). Me parece que esta variável não esteve tão presente em outras eleições para outros partidos. A rejeição em 2002, por exemplo, era basicamente ao FHC, que passou a ser "escondido" pelo partido nas eleições seguintes. E mesmo em 1989, 1994 e 1998, a rejeição se dava ao candidato Lula (operário, analfabeto, etc, etc) e não tanto, salvo melhor juízo, ao PT. Então, quer me parecer, que caberia ao PT neutralizar essa rejeição. O que em alguma medida começou a ser feito no programa inaugural do segundo turno. Essa rejeição decorreria de dois pontos:

 a) Anti-partidarismo que ecoou nas ruas em junho de 2013 e que teve no PT um dos principais alvos

b) a atribuição de comportamentos corruptos à políticos ligados ao PT que tem um acúmulo que se inicia no julgamento do mensalão e termina nas acusações surgidas em relação à Petrobras

Acontece, que a campanha de Dilma, quer me parecer, lidou bem com essa rejeição. Eles souberam inverter um pouco o descrédito ao Partido ao colocar o PSDB no mesmo barco.

O marco dessa virada ocorre quando no debate presidencial Dilma enumera os casos de corrupção envolvendo o PSDB, sem que, segundo ela, os envolvidos tenham sido responsabilizados
No sul, esse discurso parece não ter pego. No RS devido ao desprestígio do então governador que não logrou a reeleição No PR pela força política do PSDB fruto de acúmulo histórico e em SC pelo simples fato de que o PT entrou dividido na campanha desde o início. Este é um fato bastante negligenciado em todas as análises feitas sobre o resultado em terras catarinenses.

ND - Daiana Constantino - Percebemos em Joinville que o Aécio deve desempenho menor nas urnas em regiões mais afastadas da cidade, masi do interior, mais humildes. Isso pode demonstrar um perfil do eleitorado?

Jeison Giovani Heiler - Esse é um outro fato que ficou bastante evidenciado nestas eleições. Os eleitores responderam ao estímulo econômico. É preciso desagregar ainda mais os dados para captarmos isso melhor. Mas ficou patente que o eleitorado de Dilma corresponde aos extratos mais vulneráveis da população, ao passo que Aécio amealhou votos daqueles extratos sociais mais elevados.

Com uma divisão bastante sensível nos extratos intermediários. SC é um estado bastante desenvolvido economicamente. Então, esta também tem sido outra variável para explicar o voto majoritario no candidato do PSDB.

O que eu colocaria de novo, nesta explicação do voto em SC, é a rejeição ao PT e a ocorrência de uma profunda divisão do partido no estado que se manifesta tb na diminuição de cadeiras na ALESC e na Câmara. Além da não eleição de Carlito aí em Jlle, dada por muitos como certa. Mas que é rescaldo ainda das divisões ocorridas no partido quando o candidato ainda era prefeito.

ND - Daiana ConstantinoO Sr. teria mais alguma observação?

Não, apenas eu focaria a novidade dessa análise que leva em conta a saúde política do PT em SC. Bastante frágil e que deve demandar uma atenção dos observadores para os próximos capítulos.