segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Bar-Esquinas

 

I - Bar - Esquinas

 

O Linho treliça urdindo

Sonetos

Derrama poesia

Tece o olhar

 

Destila preguiça tecido

Restos rangidos

Entorna poesia no bar

 

Margens opostas dispostas

Fundindo Promessas

Olvida sentidos no mar

 

O vinho delírio textura

Rasga

Murmura

Sete sentidos no amar

 

Si Bemol sustenido

Sustento

Ternura

O riso e o chorar

 

Cachaça vadia sem graça

Desgraça - desgraça

No seco deserto vem desaguar

 

Traço seco vermelho opaco

O seio no traço

A esquina no troço

O queixo o abraço

O sexo o espasmo

Germinam do Bar

 

Na esquina avenida

Sem nome

E da rua insone

Se reúnem poetas

Cabe sonhar


Mãos à parede

Gestos suspensos

Beijos no espaço

contido - contido

força bruta

testigo

é o bar


II – Bar do Zabót

 Za – bót

Zá – Bôt

Há botes

Há - çoite

Há - BOTS

Con – sorte

Con – sole

Insone

Um rio

Espargindo

Funéreo

Zarpar